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Aumento do IGPM: como lidar com essa mudança?

O IGPM corresponde ao Índice Geral de Preços do Mercado, sendo um indicador importante que delimita a correção de custos do mercado. Por conta do aumento do IGPM, o setor imobiliário reajustou o valor dos aluguéis, fazendo com que as imobiliárias buscassem cada vez mais por alternativas de negociação com os inquilinos e proprietários. 

O cálculo do IGPM sofre uma influência significativa das oscilações apresentadas pelo dólar e pelas cotações internacionais de matérias-primas. A disparada do IGPM tem feito com que as imobiliárias optem por outros indicadores para realizar a correção e renovação dos contratos. Isso porque o IGPM apresentou 32% de alta nos últimos 12 meses, sendo que o IPCA, por exemplo, teve apenas 6,17% de aumento no mesmo período.

Quer entender como o aumento do IGPM influencia o setor imobiliário e como lidar com a mudança? Acompanhe a seguir e confira!

O que é IGPM e como o índice influencia o mercado imobiliário?

O IGPM é um dos índices mais utilizados para aplicar reajustes nos aluguéis anualmente. No entanto, com sua elevação em 2021, diversas imobiliárias passaram a adotar alternativas e identificaram outras oportunidades de manter as negociações ativas. 

Assim, o setor imobiliário tem optado por descontos e pela migração dos contratos para o IPCA (Índice de Preços no Consumidor), tanto para renovação quanto em novas locações. O IPCA é um indicador mais volátil e não reflete necessariamente a realidade do mercado imobiliário

Com o reajuste do IGPM, o preço dos aluguéis passaria a se elevar, mas com a adoção do IPCA, as imobiliárias têm mantido o equilíbrio econômico entre proprietários e inquilinos. Até porque manter a correção monetária pelo IGPM nos imóveis poderia gerar uma alta considerável nos valores, o que é negativo tendo em vista o cenário de crise.

Já existem projetos tramitando no Congresso Nacional para instituir o IPCA como índice oficial de reajuste do valor dos aluguéis. Para se ter uma ideia, mais de um terço dos contratos de aluguel em grandes imobiliárias já são regidos pelo IPCA. Por isso, o IPCA tem sido considerado uma opção vantajosa para imobiliárias, proprietários e inquilinos, principalmente no cenário de pandemia.

Como agir diante do aumento do IGPM?

A mudança certamente trouxe consequências para o setor imobiliário, que passou a negociar mais para possibilitar a redução no preço do reajuste. Alguns proprietários, por exemplo, deixaram de aplicar o aumento para manter os inquilinos no imóvel e evitar, com isso, a vacância.

Com a pandemia, as mudanças nos contratos têm sido algo bastante comum, principalmente em casos que o inquilino sofre redução salarial ou perde o emprego. Para manter os aluguéis, as imobiliárias passaram a ser mais flexíveis para evitar prejuízos com a alta da inflação. 

Nesse sentido, é importante que as partes entrem em um acordo interessante e que reflita melhor a realidade atual. Nesse momento, o cenário econômico está propenso à rescisão de contrato de locação, mas é possível modificar os termos e recompor o equilíbrio financeiro para manter os interesses dos envolvidos. 

E uma boa solução para isso é, justamente, não aplicar o IGPM nas negociações. Essa é uma alternativa menos onerosa e mais segura, tendo em vista que o índice sofre constantes alterações em períodos de maior turbulência econômica.

É muito importante que as imobiliárias busquem opções para conseguir fechar mais contratos, sobretudo no momento de pandemia. Com o aumento do IGPM, é preciso estar aberto à negociação livre, que seja satisfatória tanto para proprietários quanto para inquilinos. 

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